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domingo, 27 de maio de 2007

Prêmio para obesos

O México não seguiu o exemplo francês e entregou ontem prêmio para o campeão japonês de sumô. Miguel Ruiz-Cabañas, embaixador mexicano no Japão, ofereceu banquete a Hakuho, o novo campeão do esporte nipônico por excelência.

O prêmio oferecido pelo país americano teve início em 1981, por iniciativa do então presidente José López Portillo, que se encantou com uma demonstração de japoneses na Cidade do México. A TV japonesa NHK transmite todos os anos sete torneios de sumô, nos quais além de México, são oferecidos prêmios por República Tcheca, Mongólia, Bulgária, Hungria, China e Emirados Árabes.

A França esteve presente neste seleto grupo até o ano passado. Mas, por iniciativa do novo presidente Nicolas Sarkozy, abriu mão de participar da festa. O prêmio francês fora criado pelo ex-presidente Jacques Chirac, um fã confesso do sumô. Sarkozy, por sua vez, já confessou não entender tal apreço pela modalidade, "um esporte de gordos e não para intelectuais".

Satisfeito com a boa repercussão após a saída à francesa, o embaixador do México ofereceu farto rega-bofe. Nos jardins da embaixada, os lutadores puderam experimentar apimentadas iguarias mexicanas.

Mas o prêmio mais apreciado pelos lutadores não é o troféu oferecido pelo país. São as 365 garrafas de cerveja Corona, para o campeão se lembrar do México em cada dia do ano.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Esporte para gordinhos

Aos poucos, o novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, mostra o que muda no país com sua eleição. No meio esportivo, a primeira medida tomada foi o cancelamento de premiação dada ao vencedor do Campeonato Japonês de sumô.

O troféu fora instituído em 2000 pelo último ocupante do cargo, Jacques Chirac, um fã confesso da modalidade. Segundo um porta-voz da embaixada francesa em Tóquio, o prêmio não será entregue "pelo menos por enquanto". Com isso, a França deixa uma lista (das mais exóticas) de países que já criaram premiação semelhante: República Tcheca, México, Mongólia, Bulgária, Hungria, China e Emirados Árabes.

A imprensa nipônica condenou a atitude de Sarkozy e a atribuiu ao conhecido desprezo do novo presidente pelo esporte em geral e pelo sumô em particular. Em 2004, o semanário "Paris Match" publicou que, durante visita à China, o então ministro do Interior confessou não entender "como alguém pode ficar fascinado por essas lutas entre gordos com trajes engomados". Não satisfeito, qualificou Tóquio como uma cidade "fria" e classificou os jardins típicos de Quioto como "deprimentes".

Na ocasião, para não pegar mal, Sarkozy convidou o embaixador japonês em Paris para um almoço. Desementiu tudo. Agora, nem cogita voltar atrás.